| 25/08/2011 - 13:52 | |
Um resgate da história do bairro onde moram. É o que vivenciam os alunos do Ensino Médio da Escola Saturnino Rangel Mauro, que fica em Nova Rosa da Penha, município de Cariacica, com o projeto “Meu bairro, minha história”. Eles estão produzindo vídeos para contar como o bairro foi fundado e como está atualmente. Os estudantes entrevistaram moradores antigos, produziram fotografias e ainda trabalharam com várias fotos antigas da região. Nas produções, eles também retratam os aspectos ambientais e urbanísticos do bairro, que foram mudando ao longo dos anos. Os vídeos serão apresentados para a comunidade no Dia da Família Presente na Escola, que será realizado em 16 de setembro. O professor Fábio Batista contou que a realização dos estudantes é pioneira. “É um importante resgate histórico. Não havia isso e agora nossos alunos estão produzindo esses vídeos, que vão ajudar a contar a história de Nova Rosa da Penha. Foi um momento em que eles aprenderam muito sobre o bairro, coisas que não sabiam, apesar de muitos já morarem aqui há algum tempo”, revelou o professor. Sabão Outra atividade realizada com a orientação do professor Fábio foi a produção de sabão artesanal com o aproveitamento de óleo de cozinha. A ação fez parte do projeto “Há uma química entre nós” que mobilizou várias turmas em temáticas relacionadas à Química e ao meio ambiente. Os alunos do 1º ano do Ensino Médio procuraram a receita e, discutiram em sala de aula a maneira de produzir o sabão a partir do reaproveitamento do óleo de cozinha, já usado em frituras. Eles também estudaram o impacto do óleo na natureza e seu potencial poluidor. Depois, na própria sala de aula produziram e cortaram as barras de sabão. O professor Fábio Batista contou que com a realização dessas atividades os estudantes passaram a se empenhar e se interessar mais pela escola. “Eles estão mais participativos e mais empenhados. Por isso, sempre organizamos essas atividades extracurriculares, que levam o aluno a buscar o conhecimento de uma forma diferenciada”, concluiu. |
sexta-feira, 26 de agosto de 2011
Estudantes produzem sobre vídeos sobre o bairro Nova Rosa da Penha-site da sedu-25/08/2011
Estudantes produzem sobre vídeos sobre o bairro Nova Rosa da Penha
quinta-feira, 11 de agosto de 2011
PROJETO HÁ UMA QUÍIMICA ENTRE NÓS
Durante a semana do estudante, a Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Saturnino Rangel Mauro apresenta o resultado do projeto Há Uma Química Entre Nós idealizado pela Professora Luciana G Lima. O projeto aborda questões ambientais como poluição, geração de resíduos sólidos e conservação de ecossistemas da região de Nova Rosa da Penha. A equipe pedagógica, incluindo professores, pedagogo e coordenador, apoiou a criatividade dos trabalhos desenvolvidos por cada turma.
"Há uma química entre nós" permitiu que os alunos se aproximassem da realidade do bairro reconhecendo-se como parte do meio. O contato com o Manguezal garantiu uma aula interativa e informativa com auxílio do Sr Deraldo - presidente da associação de pescadores artesanais de Grande Nova Rosa da Penha (ASCAPENHA). Já a visita técnica na ACAMARP (Associação Beneficente dos catadores de Materias Recicláveis de Nova Rosa da Penha II), incentivou a separação de lixo na escola, que, apartir da próxima semana, destinará o resíduo seco para a ACAMARP gerando renda.
quarta-feira, 10 de agosto de 2011
FEIRA CULTURAL-12/08/2011.FABRICAÇÃO DE SABÃO CASEIRO
Mais uma receita do sabão caseiro usando o óleo usado em frituras.
Pode notar que existem inúmeras receitas de como fazer sabão caseiro e vai de ver qual se encaixa no que você pretende fazer.
Pode notar que existem inúmeras receitas de como fazer sabão caseiro e vai de ver qual se encaixa no que você pretende fazer.
INGREDIENTES:
5 L de óleo comestível usado
2 L de água
1 Kg de soda cáustica (NaOH)
200 ml de amaciante
5 L de óleo comestível usado
2 L de água
1 Kg de soda cáustica (NaOH)
200 ml de amaciante
INSTRUÇÕES:
Dissolver a soda cáustica em 1 e ½ L de água quente
Adicionar lentamente as duas soluções ao óleo
Mexer por 20 minutos
Adicionar o amaciante
Dissolver a soda cáustica em 1 e ½ L de água quente
Adicionar lentamente as duas soluções ao óleo
Mexer por 20 minutos
Adicionar o amaciante
Despejar em formas
Desenformar no dia seguinte
Desenformar no dia seguinte
segunda-feira, 8 de agosto de 2011
05 de JUNHO – DIA MUNDIAL DO MEIO AMBIENTE
PROFESSOR FABIO BATISTA PINTO
É MUITO IMPORTANTE A CONSCIENTIZAÇÃO DE TODOS OS CIDADÃOS DO SEU PAPEL E RESPONSABILIDADE DE CUIDAR E MANTER O MEIO AMBIENTE. CADA UM DEVE SER CAPAZ DE REFLETIR SOBRE SUAS AÇÕES EM TODAS AS CIRCUNSTÂNCIAS, LEVANDO BEM A SÉRIO AQUELA ESTÓRIA DA FORMIGUINHA, QUE NOS MOSTRA O RESULTADO DESLUMBRANTE DO TRABALHO EM EQUIPE, SE NÓS TEMOS O OBJETIVO DE VIVER NUM AMBIENTE SAUDÁVEL DEVEMOS TER ATITUDES CONDIZENTES, ONDE CADA UM É RESPONSÁVEL PELO SEUS ATOS E O CONJUNTO DE ATITUDES BENEFICIARÃO A TODOS.
A NATUREZA E O MEIO AMBIENTE SEMPRE FORAM MUITO GENEROSOS COM TODAS AS PESSOAS, MAS O AUMENTO VERTIGINOSO DA POPULAÇÃO, ASSOCIADOS AO DESPERDÍCIO PODEM REVERTER ESTA SITUAÇÃO, E, JÁ PODEMOS PRESENCIAR ALGUMAS CATASTROFES ASSUSTADORAS NOS ALERTANDO.
AS CRIANÇAS DE HOJE SERÃO OS ADULTOS DE AMANHÃ, NÓS EDUCADORES, TEMOS A RESPONSABILIDADE DE E A CONSCIÊNCIA DE QUE PRECISAMOS AJUDAR A FORMAR CIDADÃOS CRÍTICOS , REFLEXIVOS QUE SAIBAM EXERCER SUA CIDADANIA, E TAMBÉM CAPAZES DE PERCEBER QUE PARA ISTO, ELES PRECISAM BRIGAR PELOS SEUS DIREITOS E TAMBÉM DEVEM CUMPRIR COM SUAS OBRIGAÇÕES E RESPONSABILIDADES.
COM O OBJETIVO DE DISCUTIR ESTE ASSUNTO TÃO IMPORTANTE, FOI FEITO COM OS ALUNOS DO TERCEIRO ANO UMA SEMENTEIRA, UTILIZANDO GARRAFAS PET E SEMENTES DE GIRASSOL, NO PARQUE DA ESCOLA. DEPOIS CONVERSAMOS SOBRE A IMPORTÂNCIA DAS PLANTAS PARA A CONSERVAÇÃO DO MEIO AMBIENTE SAUDÁVEL E PARA A EXISTENCIA DA VIDA NA TERRA. FOI MUITO BOA E ENRIQUECEDORA ESTA TROCA DE INFORMAÇÕES ENTRE NÓS E ATRAVÉS DELA, PUDE PERCEBER NA PRÁTICA AQUILO QUE PAULO FREIRE RESSALTA COM MUITA PROPRIEDADE.
PROJETO VISITAR– UM POVO,UMA CIDADE,UMA HISTÓRIA.
O Projeto Visitar foi criado no inicio de março de 2011 pelo Professor de HISTÓRIA FÁBIO BATISTA PINTO como parte de uma aprendizagem baseada no conceito de revitalização,entendimento e aprendizado pela História do Espírito santo . A criação de roteiros turísticos, o monitoramento das atividades de campo a visita realizada nos monumentos, o envolvimento dos alunos, a preservação da memória, as pesquisas e a difusão cultural fazem parte das diversas atividades desse projeto, que se propõe a resgatar os caminhos da história.
O objetivo maior do Projeto Visitar é promover e consolidar o conceito de memória e cidadania.
Para isso, transforma a visitação ao patrimônio e o incentivo à cultura das comunidades locais em uma oportunidade de levar os moradores e turistas a conhecer os símbolos e bens que os povos construíram ao longo dos tempos.
Para início das atividades do Projeto Visitar houve a necessidade de se saber quais os limites exatos dos Centros Históricos do Espírito Santo, qual sua extensão e como surgiu. Foi com esse intuito, já dentro da proposta do currículo da SEDU, que vários professores iniciaram um debate em torno do tema.
A história
A história da colonização do Espírito Santo começa com a chegada do fidalgo português Vasco Fernandes Coutinho e da tripulação da nau Glória, em 1535, à capitania do Espírito Santo1. Aportando numa prainha, eles logo foram recepcionados de forma agressiva pelos nativos (conforme relatos dos portugueses colonizadores) 2 e fixaram-se, fundando,assim, a Vila do Espírito Santo.
Contudo, a investida dos indígenas contra os portugueses foi constante, o que levou o donatário a lutar para expulsá-los. Na provável data de 1537 4, chegou à capitania do Espírito Santo o fidalgo Duarte Lemos, que vivia na Bahia e ajudou o donatário nessa batalha. Em retribuição a seus esforços contra os nativos, Vasco Coutinho doou a ilha de Santo Antônio (atual ilha de Vitória) a Duarte de Lemos em 15 de junho de 1537.
Anos mais tarde (1551) Vasco Coutinho, em prol da segurança dos habitantes da capitania, transferiu a sede da capitania para a ilha de Santo Antônio, aquela que pertencia a Duarte de Lemos e passou a se chamar Villa da Victória. Dessa maneira,iniciou-se a história da cidade de Vitória.
Seu núcleo fundacional foi estabelecido em cima de um platô com uma encosta de aproximadamente 30 metros de altura. Essa região atualmente é denominada Cidade Alta. O platô era delimitado pelo mar, pelo relevo do Maciço Central (hoje conhecido como Morro da Fonte Grande) e pelas áreas alagadiças. Todos esses elementos serviam como limitadores para o crescimento da vila.
Nesse núcleo, instalou-se a Companhia de Jesus, representada por Afonso Brás e pelo irmão leigo Simão Gonçalves. No ano de 1551, eles deram início à construção do Colégio e Igreja São Tiago (atual Palácio Anchieta). Os jesuítas ajudaram no desenvolvimento e organização da capitania. Logo implantaram fazendas e aldeias ao longo do litoral do Espírito Santo. As fazendas destinavam-se à produção do sustento dos jesuítas e as
aldeias, à catequese dos nativos.
Com todas essas mudanças, na parte mais antiga da cidade, conhecida como Cidade Alta, ficaram os prédios religiosos e administrativos e, na parte “nova”, a parte baixa da cidade, ficou o comércio em geral. Depois do Forte São João, existiam algumas chácaras até chegar na Fazenda Monjardim. Além da Vila Moscoso, existia a Vila Rubim e ainda seguindo o contorno da ilha, para o lado de Santo Antônio, uma área residencial . A região mais densamente habitada ia da Vila Moscoso até um pouco além do Largo da Conceição (atual Praça Costa Pereira).
Outro governador importante no processo de melhoramento e expansão da cidade de Vitória foi Florentino Avidos (1924-1928), que deu continuidade aos trabalhos de Jerônimo Monteiro, pois, afinal, depois de seu governo foram feitas algumas obras, mas nenhuma de grande expressão.
Então, por meio recursos advindos da economia cafeeira, Avidos (re)começou as obras e,para tal, criou a Comissão de Melhoramentos de Vitória. Em sua administração foi feito o aterro próximo ao Forte São João, melhorando o acesso a essa região. Também teve início a implantação do projeto do Novo Arrabalde (de 1896, do governo de Muniz Freire).
Seu governo ainda registrou a realização das obras do Porto; a construção dos três primeiros galpões na região do Parque Moscoso; a construção da Ponte Florentino Avidos (chamada popularmente de Cinco Pontes), que liga a ilha de Vitória ao continente pela cidade de Vila Velha; e a abertura da larga, longa e reta Avenida Capixaba (atual Av. Jerônimo Monteiro), que modificou, inclusive, o padrão das construções que ali existiam
E, “nesse momento, a cidade de tipologia e dimensões coloniais, de ruas estreitas e edifícios de pequeno porte começa a romper com essa linguagem” . Vitória passou a ser uma cidade moderna, centro da cultura, da economia e da administração do Estado do Espírito Santo. Ela tornou-se de fato a principal cidade do Estado, posto que disputava com a cidade de Cachoeiro de Itapemirim.
A partir da década de 1970, o Centro de Vitória começou a sofrer um esvaziamento, com o deslocamento do contingente (comercial e populacional) para a região norte de cidade. O Centro passou por um processo de abandono e com o tempo foi se deteriorando.Na década de 1990, iniciou-se uma mobilização por parte dos órgãos governamentais em prol da Revitalização do Centro de Vitória. E parte desse intuito de revitalizar foi demonstrada na demarcação e na sinalização do Centro Histórico de Vitória. Com toda a
história e o processo sofrido pelo Centro entende-se o motivo da delimitação do Centro Histórico de Vitória compreendendo do Forte São João até a Vila Rubim.
REFERÊNCIAS
DERENZI, Luiz. Biografia de uma Ilha. 2ª Ed. Vitória, Secretaria Municipal de Cultura e Turismo, 1995.
KLUG, Letícia Beccalli. Vitória: sítio físico e paisagem. Vitória: EDUFES, 2009.
OLIVEIRA, José Teixeira de. História do Estado do Espírito Santo. Vitória: Arquivo Público do Estado do Espírito Santo: Secretaria de Estado da Cultura, 3ed, 2008.
LIMA JÚNIOR, Carlos Benevides. Baia de Vitória: aspectos históricos e culturais.
Vitória: Editora Fundação Ceciliano Abel de Almeida/UFES, 1995.
MONTEIRO, Peter Ribon. Vitória: cidade e presépio; os vazios visíveis da capital capixaba. São Paulo: Annablume: Fapesp; Vitória: Facitec, 2008.
PIVA, Izabel M. da Penha. A Santa Casa de Misericórdia de Vitória: ação da irmandade no atendimento à pobreza em Vitória – ES (1850-1889). Revista Ágora, Vitória, nº2, 2005.
Disponível em: <
http://www.ufes.br/ppghis/agora/Documentos/Revista_2_PDFs/Izabel%20Piva.pdf >.
Acesso em: 01 set. 2010.
RUBIM, Francisco Alberto. Memórias para servir à História até o ano de 1817. Lisboa: Imprensa Nevesiana, 1840.
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